Introduçao sobre dopagem  Inserido Saturday 02 February 2008 21:15

Como em todas as belas há um senão, no caso do desporto de alta competição existe a dopagem. A questão do doping remonta a vários séculos atrás, ao início dos jogos olímpicos (origem do desporto). O doping existe a partir do momento em que o ganhar as provas providência prestígio. Os gregos tomavam chás de plantas para lhes melhorar o rendimento; hoje em dia isso seria detectado pelo controlo anti doping.Com o desaparecimento dos jogos olímpicos o desporto foi sendo esquecido durante séculos e sem competição não existiria razão para o uso de doping. Com o reaparecimento dos jogos olímpicos modernos pela mão do Barão Pierre de Coubertin e seus pares, o desporto voltou a ter um impacto social tão grande ou maior do que tinha na antiguidade, e essa foi a catapulta de que necessitou para vingar como fenómeno social importantíssimo capaz de mover multidões. Promovendo o desporto como meio de prestígio, voltou o recurso á dopagem. Devido ao estado pouco desenvolvido dos sistemas de controlo na altura, a dopagem era proibida mas usual entre os atletas. Com o início da Guerra-fria os países envolvidos (EUA e ex. URSS), levaram a sua politica para dentro do desporto. Encheram os seus atletas de esteroides anabolizantes para melhorar o seu rendimento, porem isso tornou-se por demais evidente pois este tipo de substâncias provoca alterações muito significativas no corpo dos atletas que as tomam. Chegou-se a um ponto em que ou se intervinha, salvando o desporto que estava próximo do precipício, ou se deixava o deporto ir num caminho sem retorno, tirando-lhe toda a credibilidade e prestigio que alguma vez teve. Nesta altura com o avanço da medicina e novas tecnologias, o controlo tornou-se muito mais eficaz e a caça aos infractores das regras da Agencia Mundial Antidopagem feroz, devolvendo ao desporto alguma da sua pureza e credibilidade. Mesmo assim o doping ainda existe, sendo inventadas sempre novas artimanhas para conseguir melhorar o rendimento dos atletas de forma ilícita, sem serem apanhados pelo controlo. A dopagem trouxe inúmero aspectos negativos ao desporto como a adulteração de resultados, como foi o caso de Ben Johnson, que ganhou a final olímpica dos 200 metros Atletismo, chegando mesmo a bater o recorde mundial da distância, sendo após os controlos desclassificado. O doping potencia o rendimento mas também tem o reverso da medalha, destruindo o corpo, atacando órgãos vitais como coração, rins e fígado. Provoca também cancro, problemas cardíacos, problemas de pele e não só, dependendo da substância inalada pelo atleta, sendo que atletas e ex. atletas que se doparam morrem sofrendo consequências do seu uso. Casos muito conhecidos são os dos ex. ciclistas. O uso de potenciadores de rendimento faz com que os atletas melhorem substancialmente as suas marcas/desempenhos chegando a performances muito acima da media fazendo cair recordes, como Justin Gatlin que ganhou o titulo mundial de 100 metros atletismo e foi controlado positivamente no anti doping, perdendo assim todo o mérito da sua vitoria. Falo por experiência própria quando digo que o doping prejudica gravemente a saúde. Eu próprio, em seguida à recuperação de uma lesão que contrai no músculo gémeo, na ânsia de voltar à forma que tinha antes tomei uma substância para potenciar o rendimento e tive problemas cardíacos. A busca pela perfeição no rendimento é extremamente comum nos atletas, e cega muitos deles não olhando a meios para atingir fins. Porém a vida está acima de tudo, não nos devemos deixar cegar pela ambição. Devemos deixar-nos guiar pela ética e dessa forma tirar o melhor proveito possível do nosso rendimento, sem problemas de consciência e principalmente sem problemas de saúde, pois a vida está acima de tudo o resto. A dopagem sempre existiu e sempre existirá, cabe a cada atleta evitar ser influenciado pela ânsia incessante da vitória a todo o custo que existe em cada um e que apenas nós atletas compreendemos. As tecnologias podem evoluir, os controlos tornarem-se mais apertados e mais eficazes porém, existirá sempre quem rompa a ética que Pierre de Coubertin implementou: ” não importa ganhar, importa sim participar e dar o melhor de si.”
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